Berço de um gigante ou Mar morto?

Berço de um gigante ou Mar morto?
05/02/2026           
                                                                                                   DG escreve

Flamengo campeão. Campeão de tudo. Cofres cheios. Contratações impactantes e uma estreia arrebatadora– apesar do macilento marcador - contra o seu maior rival. Transbordaram sentenças de futuro nas bocas dos torcedores, dos antis e nas letras berrantes das manchetes esportivas: Uma temporada de calmaria rumo ao tri de tudo.
E é precisamente aí - esse banco de areia – a tocaia do inimigo: as correntes favoráveis são prenúncios de tormenta. O que esperar de um clube que surgiu no naufrágio do Pherusa? Qual das três parcas tece a sua história?
No clube de Regatas do Flamengo, os sonhos mais mágicos não devem ser colonizados, sem antes esculpir o próprio casco.
Não tentem desafiar essa regra.
Construir um ataque dos sonhos para celebrar cem anos, mais do que um simples ato de soberba, foi uma ameaça à sua própria história, e ter o melhor do mundo não passou de uma tentação, apagada por uma correção divina.
A temporada de 2026 abriu-se com uma sucessão de maus agouros. Perguntem-se os oráculos: dorme um gigante ou envelhece um navegante em mar morto?